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Família do Maíque e da Kevelyn

March 15, 2010

Após chegar na casa da vovó Marinalva, vi as crianças cabisbaixas e tristes. Soube que a mãe das crianças, Leleu, e um dos irmãos começaram a brigar dentro de casa e saíram pela rua embolados numa cena deplorável. Tudo isso por causa de um simples DVD pirata que Leleu deu fim.

Deixei a casa preocupada, pois as crianças presenciam muitas cenas de violência. Dias antes, o pai espancou Leleu em frente da casa onde moram. Ela ficou com o rosto deformado, os olhos sem abrirem e mais outras consequências fisiológicas.

Conversei com Mara e ela sugeriu que eu procurasse o Ricardo, para pedir que ele fosse até lá falar um pouco de paz e respeito entre as famílias e os convidassem a freqüentar o centro espírita. Ricardo então teve uma longa conversa com a mãe e a filha. Ele enfatizou a importância delas viverem em harmonia e sobre a responsabilidade com as sete crianças.

Após dois dias, reencontrei a vovó Marinalva e ela disse que a situação estava mais calma. Como já falamos antes, esta é uma família muito desequilibrada. Marinalva é uma mulher de muita fibra e trabalhadora, mas já anda cansada e esgotada, pois cuidar de sete crianças não é fácil, principalmente tendo pais tão desequilibrados.

Tenho concluído que o motivo maior dos desentendimentos entre Marinalva e a filha Leleu é um salário mínimo recebido do governo por Akson, um dos irmãos de Maique e portador de deficiência mental. Marinalva recebe o dinheiro e compra alimentos e remédios. Porém, Leleu quer receber o dinheiro para comprar o que quiser. Isso causa uma desarmonia terrível entre elas. Leleu disse que parou de usar drogas há cerca de quatro meses. Ela engordou mais de dez quilos. Às vezes fica deprimida e sente compulsão para comer doces. Ela precisa de muita força para estar livre da dependência química.

As crianças estão muito felizes na escola. Já têm os amiguinhos preferidos e se adaptaram bem. Maique é um menino doce e agradecido por tudo; nunca exige nada. Ao contrário do irmão, Kevelyn está bem revoltada com a vida. No dia em que levamos as crianças na sapataria logo no início das aulas, ela queria um sapato de marca. Compramos um sapato bom igual para todos, dentro das possibilidades. Tenho conversado muito com ela, explicado sobre a simplicidade, mas só com o tempo necessário ela poderá se sentir amada e valorizada.

Peço à vocês que enviem muitas energias positivas para essa família.
Que Deus abençoe à todos por todo o bem que fazem por essas crianças.

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March 15, 2010

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